Caso que chocou Três Barras chega ao júri popular em março
Réu é acusado de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio após atropelamentos em sequência
Redação RWTV - Planalto Norte

Quase um ano após o trágico episódio que resultou na morte da professora Marli Lother, de 53 anos, e deixou um rastro de violência no distrito de São Cristóvão, em Três Barras, a Justiça definiu o cronograma para o desfecho judicial do caso. O julgamento do réu Gabriel Carvalho foi marcado para o dia 12 de março, na Comarca de Canoinhas. A escolha dos jurados que irão compor o Conselho de Sentença ocorrerá já na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro.
O crime, que gerou forte comoção e indignação em toda a região, aconteceu na noite de 19 de março do ano passado. Em um intervalo de pouco mais de uma hora, o acusado, conduzindo um veículo Kadett em alta velocidade, teria atropelado quatro pessoas em locais de grande circulação, nas proximidades da academia All Fitness e das escolas municipais João Pacheco de Miranda Lima (Caic) e Frei Menandro Kamps.
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pelo portal JMais, foram fundamentais para a investigação. Os registros mostram o momento em que Marli, que trafegava de bicicleta, é atingida violentamente, arrastada pelo asfalto e deixada no local, sem qualquer tentativa de socorro por parte do motorista.
Além da morte da professora, Gabriel responde por duas tentativas de homicídio. Os vídeos também mostram o atropelamento de Mirella de Melo, cujo corpo foi arremessado em uma via lateral, além do risco imposto a um homem que tentou ajudá-la. O processo ainda aponta que duas adolescentes sofreram ferimentos leves em episódios semelhantes naquela mesma noite.
O acusado chegou a ser preso logo após os fatos, mas foi solto em audiência de custódia no mesmo dia do velório de Marli, sob alegação de insuficiência de provas naquele momento. A prisão preventiva foi restabelecida apenas em abril de 2025, após a ampla repercussão das imagens e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
A denúncia foi aceita em agosto de 2025 pelo juiz criminal Eduardo Veiga Vidal, que enquadrou o réu por homicídio qualificado e tentativas de homicídio, sob as teses de premeditação e perigo comum. Ao encaminhar o caso ao júri popular, o magistrado ressaltou a extrema violência dos impactos e o fato de as vítimas terem sido atingidas de forma inesperada, sem qualquer chance de defesa.
Agora, caberá ao corpo de jurados avaliar a responsabilidade criminal do acusado diante das provas reunidas e da sequência de atos que marcaram uma das noites mais trágicas da história recente de Três Barras.


